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INTERVENÇÕES ITINERANTES
A fim de estender por um mês as comemorações
do Dia do Grafite, a Ação Educativa e os
organizadores do evento promoverão intervenções
em bairros da periferia da Grande São Paulo. Cada
intervenção contará com a participação de
grafiteiros convidados pelos coordenadores,
conforme cronograma abaixo. Confira os endereços
e artistas convidados no hot site
www.acaoeducativa/diadografite
CIDADE TIRADENTES
Dias: 12 e 13 de abril
Espaço Cultural Pombas Urbanas
Coordenação: Maumeks /Ação Educativa
SANTO ANDRÉ
Dias: 19 e 20 de abril
Centreville
Coordenação: Tota e Thiago Vaz
GRAJAÚ E JARDIM IPORANGA
Dias: 5 e 6 de abril
Coordenação: Cedeca Interlagos
CACHOEIRINHA E TUCURUVI
Dias: 26 e 27 de abril
Coordenação: Tikka e Binho
ENCONTRO DE COLETIVOS
Uma roda de conversa envolverá diferentes
coletivos de artistas de rua. Temas conjunturais
como a Lei Cidade Limpa de São Paulo serão
discutidos, assim como questões mais conceituais
como a pertinência ou não da inserção do grafite no
mundo das galerias. Relatos de intervenções e
outras iniciativas criarão um ambiente de
intercâmbio promovendo conexões e parcerias entre
os grupos. Presenças: Tinta Fresca, Espaço
Coringa, Projeto lambe-lambe, Esqueleto Coletivo,
EIA, Bijahi, Projeto Chã, Imargem.
Ação Educativa, Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, Dia
08/04 (terça-feira), às 19h30, (11) 3151 2333. Grátis.
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GANU:
COMPROMETIDO
COM A ARTE
Cláudio
Sacramento
Figueiredo, 24
anos, paulista,
grafiteiro. É
possível encontrar
seus trabalhos
onde menos se espera e na região na qual
reside, na zona sul.
Seu interesse por desenho, começou aos sete
anos, vendo gibis e desenhos na televisão.
Depois começou copiar figuras, mesmo sem
nenhuma noção de desenho. Conheceu o
grafite aos 17 anos, sua primeira influencia foi a Revista FIZ “na época não tinha muito apoio
moral, o pessoal que pintava me excluía,
porque meu trabalho não era de qualidade”,
relata Ganu.
Por esse motivo, ele parou por um ano, fase
que inclusive ficou em depressão e internado.
Nesse período a arte auxiliou na sua
recuperação “conheci muitos psiquiatras e
psicólogos, que me ajudaram a fazer
psicanálise por meio dos meus desenhos, que
se tornaram muito mais pessoais. Uma outra
visão de grafite me foi apresentada, a de olhar
com os olhos da alma e não com a do corpo”.
O grafite “é uma raiz muito forte que estamos
começando a colher frutos agora. Acredito que
os artistas tem que se preocupar com a sua
auto-critica,sentar e |
estudar”.
O artista tem um lápis tatuado na perna direita,
para ele é sinônimo de uma aliança que fez
com a arte, símbolo do seu amor e
compromisso “nem que eu passe fome, não
vou abandonar minha arte para trabalhar em
profissões que não me identifico.”
Quem quiser conhecer o trabalho do Ganu
pode visitar a Exposição Comemorativa do
Grafite, na Ação Educativa, na qual ele expõe o
quadro “Quitoagésimo” ou visitar o site:
http://www.fotolog.com/elganu. |
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