IBGE

Dados da PNAD indicam ligeira diminuição no índice de analfabetos no Brasil

Após complicações com os dados divulgados na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) lançada no dia 18 de setembro, que continham erros, o IBGE refez os cálculos e republicou a pesquisa.

Nos novos dados relativos à educação, a pesquisa indica que, após um ano de estagnação na queda do analfabetismo esse índice apresentou uma diminuição de 8,7%, em 2012, para 8,3% da população em 2013. Isso significa que existem em torno de 13,04 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não alfabetizados. Parte significativa desse grupo vivem na região Nordeste que apresenta 7 milhões analfabetas.

Em relação à escolaridade das pessoas em idade de trabalhar, 41,1% não tem o ensino fundamental completo. Se analisarmos esses dados por região a situação se agrava para o Norte e Nordeste onde 45,6% e 50,9%, respectivamente, da população de 14 anos ou mais não tem essa etapa de ensino concluída. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste os índices diminuem para 35,4%, 39,3% e 37,9% respectivamente.

A taxa de matrícula no ensino básico apresentou um pequeno aumento. Em 2012, 5,29% da população entre 4 e 17 anos estavam fora da escola, o que representava 3,80 milhões de pessoas. Em 2013 essa taxa diminuiu para 4,94% o que ainda significa 3,50 milhões de pessoas fora da escola.

As taxas de escolarização de crianças entre 4 e 5 anos varia consideravelmente entre os estados. O índice nacional indica que entre 2012 e 2013 essa taxa subiu de 78,1% para 81,2%. O Espírito Santo foi o estado com maior queda na taxa de crianças entre 4 e 5 anos na escola, caindo de 88,8% para 81,8% no ano passado. Amapá, Roraima e Acre apresentaram aumentos nos índices, passando, respectivamente, de 50,8% para 62,4%, de 66,1% para 73,8% e de 51,2% para 58,6%. O estado com a menor taxa de matrícula para essa faixa etária é Rondônia, com 56,9% das crianças na escola.

Os dados da PNAD 4° trimestre 2013 estão disponíveis no site do IBGE

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