| Votação do Plano Nacional de Educação fica para o final de junho |
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| Por Administrator |
| Qui, 14 de Junho de 2012 19:19 |
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A 28ª sessão da Comissão Especial da Câmara dedicada a analisar o PL 8035/2010 (Plano Nacional de Educação) se iniciou às 15h45 desta terça-feira (12), com sala lotada (mais de 250 pessoas). O atraso se deu porque a audiência sobre a implementação da lei do piso salarial do magistério, ocorrida no período da manhã na mesma sala, se estendeu até quase 14h30. Compareceram à sessão 24 deputados, entre os que participaram diretamente das discussões e os que só passaram pelo local ou assinaram a lista de presença. A Comissão constitui-se de 26 titulares e 26 suplentes. Veja a composição da Comissão. Respondendo à argumentação de Newton Lima, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) admitiu que há diferenças de posição quanto às fontes de financiamento e lembrou que o PNE 2001-2010 foi jogado no lixo, sendo substituído pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), como uma medida, um instrumento, meramente administrativo. “Se esse país tem capacidade para se candidatar a sede da Copa do Mundo (e ninguém perguntou de onde sairia o dinheiro), esse país tem capacidade para investir 10% do PIB para educação. Temos capacidade fiscal, tributária e condição econômica de investir em educação o que os países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] investem. Quando há vontade política, se faz. A não ser que a vontade política esteja submetida a interesses dos credores e do mercado financeiro”, desafiou Santiago. Após o debate, o relator Angelo Vanhoni (PT-PR) anunciou modificações na redação do substitutivo nas metas 4, 18 e 20, para corrigir falhas de redação e para facilitar a votação dos destaques. Na terça-feira (26) se inicia a votação dos destaques, que são mais do que 160. O intervalo de uma semana se deve às atividades da Rio+20, que acontecerá de 20 a 22 de junho com a participação de muitos parlamentares. "Em 1998, a sociedade civil elaborou uma proposta de PNE, que propunha investimento em torno de R$ 1.500 por aluno por ano no ensino fundamental, não estávamos falando de primeiro mundo, mas de Brasil, das condições e da realidade brasileira. Aprovamos um piso salarial nacional, com um tempo para os professores dedicarem a atividades extraclasse. Pagar 1.456 por 40 horas semanais significa dizer que a maioria do professorado brasileiro recebe salário mínimo. Para falar em qualidade da educação, temos que dar um salto que não é pequeno, só se resolverá estrategicamente. Senão, a educação será sempre a primeira prioridade no palanque e a última prioridade depois, na prática. Sem recursos, o PNE será apenas uma carta de boas intenções, ou seja, só uma tapeação". Da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Leia Também: Campanha lança carta aberta sobre votação do PNE na Câmara Mais da metade dos municípios brasileiros não têm planos locais Campanha divulga carta a parlamentares sugerindo mudanças no PNE |
| Última atualização em Qui, 14 de Junho de 2012 19:24 |