Políticas Públicas de Juventude e Participação
Livre Leste. Livre São Paulo. PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Qui, 22 de Dezembro de 2011 00:00

Livre Leste é uma rede. Fazem parte dela pessoas, coletivos, movimentos. A cultura é a nossa cara. A arte é o nosso meio. O flagra social a nossa busca. O espaço público é o nosso lugar e o nosso público é todo mundo. Política é a nossa atitude. Política é atitude.

Criada em agosto de 2009, por meio da articulação de coletivos artísticos da periferia da Zona Leste, a Rede Livre Leste nasce com a intenção de realizar intervenções artísticas em espaços públicos que coloquem em questão o lugar da produção artística da periferia, dentro do circuito cultural da cidade de São Paulo.

É encabeçada pelos coletivos Cia. do Outro Eu, Coletivo Teatral Filhos da Trupe, Grupo do Balaio, Grupo Pombas Urbanas, Grupo Teatral Bico de Lata, Núcleo Teatral Filhos da Dita, Trupe Arruacirco e Trupe Trapos dell’Arrua, e tem atuado através de diversas ações de protestos, debates, manifestos e intervenções na Zona Leste em prol da moradia e da cultura.

Em 2010, a Rede Livre Leste tornou público o Manifesto Policêntrico, texto construído a muitas mãos, resultado do processo de mais de um ano de ações, debates e encontros. O documento expõe os questionamentos vividos pela maioria dos grupos jovens e atuantes da cidade de São Paulo, entendendo que a posição destes artistas deva ser a de pautar o Estado, apresentar e construir participativamente novas propostas.

O manifesto reconhece que a criação de políticas públicas, implementadas na última década, possibilitou a ampliação do acesso ao patrimônio cultural para os habitantes da cidade. Entretanto, este avanço não contempla todos, principalmente os jovens. O documento questiona ainda a falta de reconhecimento dos artistas jovens como produtores de cultura, denuncia a falta de política de desenvolvimento e fomento cultural de longo prazo e a lógica perversa de acesso aos editais. Há ainda outros pontos referentes à atuação de coletivos e produtores jovens na cidade de São Paulo.

No ano de 2011 a Rede foi contemplada pelo Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura, com o projeto “Nossa Teoria é a Prática”, que visa fortalecer redes de organizações culturais e propor novas formas de discussão e reflexão da arte como agente de transformação. O projeto também prevê a leitura do Manifesto Policêntrico em cinco pontos diferentes da cidade, atividade que será acompanhada de intervenções artísticas que articulam diferentes linguagens.

Gerir um projeto de uma rede tem sido o grande desafio para todos. Um rico exercício de coletividade para a Rede Livre Leste, que não quer ter representatividade, mas sede em todos os lugares. Para saber mais acesse http://redelivreleste.wordpress.com.

Alguns questionamentos do manifesto produzido pela Rede Livre Leste:

•O pouco reconhecimento dos artistas jovens enquanto produtores de cultura.

•A mercantilização da cultura por parte das políticas de isenção fiscal, que ao entregar a tarefa de fomentar as artes às lógicas do mercado dificulta ainda mais o acesso aos recursos por parte das iniciativas jovens.

•A lógica de acesso aos editais de incentivo público direto, que priorizam os coletivos que possuem personalidade jurídica, registro profissional e que são conhecidos no meio artístico dominante/ mercado.

•A burocratização e o boicote de grande parte dos espaços públicos, em geral, despreparados para receber iniciativas culturais.

 

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