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Novembro de 2009
Edição # 108

CONFINTEA VI: uma oportunidade em um mundo em crise

A realização da CONFINTEA VI pode ser uma oportunidade para reafirmar o papel da Educação de Jovens e Adultos no contexto da crise global. Esta tem uma amplitude que extrapola o âmbito econômico e financeiro, para configurar-se como uma crise civilizatória de difícil solução. Pode-se solucionar a questão econômica, mas o retorno ao modelo de desenvolvimento anterior não significa um futuro promissor para a humanidade.

 

Nossa contribuição para o debate sobre a Educação das pessoas Jovens e Adultas

A realização do Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC) e da Conferência Internacional de Educação de Adultos (CONFINTEA VI) são uma oportunidade para refletir e construir novas diretrizes para a educação de jovens e adultos.

Alfabetização de jovens e adultos, ainda um desafio

As críticas às campanhas de alfabetização como estratégia isolada para combater o analfabetismo circulam há pelo menos cinquenta anos entre educadores e pesquisadores. Mesmo assim, estas campanhas continuam sendo propostas como carro-chefe das políticas educacionais dirigidas a jovens e adultos no Brasil. Na última década, tivemos o Programa Alfabetização Solidária, na gestão Fernando Henrique Cardoso, e depois o Programa Brasil Alfabetizado, na gestão Lula, este último com um investimento político e financeiro muito mais substantivo do que o primeiro.


Desafios à construção do direito à educação por toda a vida

O direito à educação é um direito social que beneficia toda a coletividade e assume natureza de direito público, sendo exigível tanto aos particulares como ao Estado. Assim, cabe ao Estado o dever de respeitar, por exemplo, a liberdade de ensino-aprendizagem; protegê-la contra ameaças de terceiros e promovê-la através de escolas públicas e gratuitas.


A educação de pessoas jovens e adultas na prisão

Mais de 400 mil pessoas, jovens e adultas, encontram-se encarceradas no sistema prisional brasileiro, sendo que aproximadamente 70% delas não concluíram o Ensino Fundamental, e outras 10,5% são analfabetas. Apesar da demanda potencial para os cursos de educação de jovens e adultos, apenas 17% estudam.


Educação, trabalho e juventude: uma articulação necessária

Os jovens precisam conciliar estudo e trabalho. A formação profissional de nível médio é insuficiente e pouco sintonizada com o novo mundo do trabalho. Os currículos privilegiam a cultura acadêmica. Os jovens estão cada vez mais desinteressados pela escola. As “culturas juvenis” geram novas conflitividades no espaço escolar. Estes são alguns dos traços comuns da situação dos jovens em países como Brasil, Chile e Argentina*.


Diversidade em EJA: rumo a políticas consistentes e articuladas

Quem são os sujeitos da Educação de Jovens e Adultos? Quem são os(as) estudantes, as educadoras e os educadores da EJA? Ao levarmos em conta que a EJA atende aqueles e aquelas que são os mais afetados pelo processo histórico de reprodução das desigualdades brasileiras, como as políticas de EJA vêm encarando tais desigualdades e diversidades referentes a idade, gênero, raça, etnia, regionalidade, campo/cidade, deficiências, orientação sexual, entre outras?

 

Boletim Informação em Rede
Edição # 108 / Maio de 2009 / Especial Fisc e VI Confintea

Conselho editorial: Antonio Eleilson Leite, Denise Carreira, Marcos José Pereira da Silva, Maria Virginia Freitas, Mariangela Graciano, Marilse Araujo, Michelle Prazeres, Roberto Catelli, Salomão Ximenes, Sergio Haddad, Vera Masagão Ribeiro.
Textos: Ana Paula Corti, Denise Carreira, Mariangela Graciano, Roberto Catelli Jr, Salomão Ximenes, Sergio Haddad e Vera Masagão Ribeiro.
Edição: Michelle Prazeres e Roberto Catelli Jr.
Assessoria de informática: Mário Sérgio de Thomaz
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