| Veja os destaques da cultura de periferia na Virada Cultural de SP |
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| Por Administrator |
| Qui, 03 de Maio de 2012 19:49 |
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Neste final de semana, entre as 18h do sábado (05) e as 18h do domingo (06), será realizada a oitava edição da Virada Cultural de São Paulo. O evento deste ano contará com cerca de 900 atrações, distribuídas em 114 locais da cidade, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultural. Deste total, quatro serão voltados exclusivamente para a cultura de periferia. Em outros locais, alguns artistas de periferia compõem a programação ao lado de nomes consagrados. O Largo de São Francisco, no centro, será o palco das rodas de samba. Grupos de todas as regiões de São Paulo, novos compositores, novos intérpretes e novas canções mostrarão a força do movimento do samba paulistano. Diversos grupos que há anos aparecem nas páginas da Agenda Cultural da Periferia marcarão presença. Às 18h de sábado, o Berço de Samba de São Mateus abrirá as atrações, seguido pelo Projeto Nosso Samba, Cupinzeiro, Samba da Vela, Pagode da 27, Tomando Partido, Pagode do Cafofo, Kolombolo, Samba da Laje, Comunidade Maria Cursi, Embaixada do Samba e Samba de Todos os Tempos. Às de 18h de domingo, o Quinteto em Branco e Preto fecha as atrações. Após o sucesso do ano passado, quando a poesia de periferia teve pela primeira vez um espaço exclusivo na programação da Virada, os saraus também terão um palco próprio. Com o crescimento do número de poetas periféricos e o grande público do ano passado, a atividade foi deslocada para um espaço de maior destaque e mais fácil acesso, o Largo de São Bento. A literatura e a palavra falada encontram a rua a partir das 18h de sábado, com o grupo Z’África. Em seguida, se apresentam diversos grupos conhecidos da Agenda Cultural da Periferia, como o Sarau do Binho, Sarau Elo em Brasa, Sarau da Ademar e Sarau da Cooperifa. Uma novidade deste ano é um palco voltado para a sonoridade africana, onde se apresentam importantes nomes do afrobeat. Passarão pelo local, montado em frente à Estação Julio Prestes, Ray Lema e Orquestra Jazz Sinfônica, Ebo Taylor, Tony Allen (nigeriano que foi baterista e uma espécie de maestro-arranjador da banda de Fela Kuti) e o pessoal da big band Bixiga 70. O encerramento será feito pelo cantor Gilberto Gil, no domingo, às 18h. Outra novidade importante é o palco das rádios comunitárias, que será montado na Ladeira da Memória, no Vale do Anhangabaú. Nele, serão apresentados, ao vivo, programas de rádios comunitárias de diversas quebradas da cidade, entre eles o Programa Agenda da Periferia, na Rádio Heliópolis, que deve subir ao palco e ir ao ar das 9h às 10h do domingo. A programação da Virada deste ano traz ainda destaques como o show do rapper Dexter, às 10h, na Praça da República, duas apresentações do grupo de danças afrobrasileiras Ilu Obá de Min (às 18h de sábado no Sesc Pompeia e às 10 de domingo no Teatro Sério Cardoso) e show de Happin Hood, às 16h, no CEU Navegantes. O espaço da periferia A apresentadora do programa e editora da Agenda Cultural da Periferia, Elizandra Souza, defende o espaço da cultura de periferia na Virada e a importância dele para levar a cultura das quebradas para o centro. “A virada é um sucesso, não dá pra questionar. Ela tem visibilidade e é uma forma de se apropriar do centro”, diz. Ela faz ressalvas, porém, ao pouco espaço para outras linguagens da periferia. “Apostaram num modelo que deu certo, samba e sarau, e esquecem que a cultura de periferia tem diversidade. Você não vê grupos de dança e teatro da periferia na programação.” Hip Hop De acordo com Elizandra, uma das maiores reivindicações é a volta de um palco exclusivo para o Hip Hop. “São Paulo é o berço do Hip Hop. O movimento está aqui há 30 anos. Pelo que representa de história para a cultura paulista e hoje também para a cultura brasileira, posso dizer, seria importante ter um palco de Hip Hop de volta”, defende. Sem um palco próprio, o Hip Hop ficou sub-representado na Virada de 2012, fato que tem origens em 2007, ano no qual a Praça da Sé se transformou num campo de batalha. Durante a apresentação do maior grupo de rap do Brasil, o Racionais Mc’s, a polícia entrou em confronto com o público gerando cenas de violência que se arrastaram pela madrugada e seguiram até o início da manhã. Destaques Pista das Rádios Comunitárias
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| Última atualização em Sex, 04 de Maio de 2012 16:47 |