IX Seminario de Educação de jovens e adultos

Educação e Desigualdade
O Brasil mantém um terço de sua população na pobreza absoluta, quase 20% de sua força de trabalho sem ocupação, baixos níveis de escolaridade e grau de violência próximo de uma guerra civil. Cerca de 21% da população, equivalendo a 42% do total de municípios, vive em localidades associadas à situação de exclusão social. Por outro lado, apenas cidadãos de 200 municípios (3,6% do total), representando 26% do total da população, residem em áreas que apresentam padrão de vida adequado.

Mesa 1
EXPOSITORES: Sérgio Haddad, doutor em Educação e coordenador da Ação Educativa.
Márcio Pochmann, doutor em Economia e professor livre-docente do Instituto de Economia da Unicamp.
DEBATEDORA: Camila Croso Silva, coordenadora do Observatório da Educação da Ação Educativa.
Dia 12 de julho, às 10h

A remição e a expasão do direito á educação
A luta em favor da Remição da Pena pela Educação constitui uma dimensão importante para afi rmação do Direito à
Educação dentro do Sistema Penitenciário Brasileiro. Não se trata de simplesmente diminuir a pena e antecipar a saída do
preso, mas de reconhecer a ele um direito fundamental cuja omissão, negação ou oferta irregular enseja a responsabilização civil e criminal das autoridades responsáveis.

Mesa 2
EXPOSITOR: Roberto da Silva, doutor em Educação, professor da Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo.
DEBATEDORA: Vera Masagão Ribeiro, doutora em Educação e coordenadora da Ação Educativa.
Dia 12 de julho, às 14h

Racialidade e herança: domensões objetivas e subjetivas
A mesa pretende abordar questões em torno da identidade étnica e racial no Brasil, destacando pontos como branquitude, branqueamento e a racialidade enquanto herança em nosso país.

Mesa 3
EXPOSITORA: Maria Aparecida da Silva Bento, doutora em Psicologia pela USP, diretora do Centro de Estudos das Relações do Trabalho e das Desigualdades (CEERT).
DEBATEDORA: Ana Lúcia Silva e Souza, socióloga, doutoranda do Instituto de Lingüística Aplicada da Unicamp e coordenadora do IV Concurso Negro e Educação.
Dia 13 de julho, às 9:30h

A escola situada no conteo local ou que intervém nesse contexto?
A educação escolar tem sido atravessada por diversas tensões, sendo uma das mais fortes aquela que a divide em: a) realizar efi cientemente a transmissão de saberes considerados necessários; b) levar em conta as características sociais do contexto local em que se situa. Muitas vezes, essa tensão procura ser resolvida na perspectiva de levar características locais em consideração para realizar efi cazmente a transmissão de saberes. Talvez não haja ainda uma adequada percepção de que os estabelecimentos escolares precisam ser direcionados para ser organizações que intervêm no contexto em que se situam.

Mesa 4
EXPOSITOR: Elie Ghanen, doutor em Educação, professor da Faculdade de Educação da USP.
DEBATEDOR: Roberto Giansanti, geógrafo e coordenador do Programa EJA-Ação Educativa.
Dia 14 de julho, às 9:30h



As oficinas propõem aprendizagens que ofereçam contribuições para que educadores e educandos ampliem seu
horizonte de conhecimento, ação e mobilização, tendo em vista a questão das desigualdades no Brasil. Assim,
apresentam um repertório de linguagens e temáticas relevantes em torno das relações de trabalho, de gênero, do
preconceito lingüístico, das linguagens do cinema, da fotografi a e do Hip Hop, da matemática presente no cotidiano
ou da temática indígena na sala de aula.

Ementa das oficinas

1. Cinema e trabalho
O objetivo da oficina é analisar diferentes formas de
representação do trabalho na produção audiovisual brasileira. A partir da leitura de fragmentos de filmes nacionais e da interação dos participantes com obras relevantes, buscar a ampliação do repertório cultural do grupo.

Antonio Reis, bacharel em História. Doutorando da Faculdade de Educação da UNICAMP e Professor no Centro Universitário Fundação Santo André

2. A importância da leitura na Matemática para jovens e adultos
A oficina tem como objetivo discutir as contribuições
da Matemática para o letramento. Como foco, trabalhar
a função social da Matemática, assim como o exame e a
avaliação de conteúdos dessa área do conhecimento na
educação de jovens e adultos.

Lenir Morgado, mestranda em Educação Matemática na Faculdade de Educação da Unicamp e colaboradora de Ação Educativa e do CENPEC.

3. Canção Popular e relações de trabalho na sala de aula
A oficina pretende explorar a linguagem musical na sala
de aula, considerando aspectos poéticos e rítmicos, tendo o trabalho como pano de fundo. A canção popular surge aqui como fonte de conhecimento histórico, articulando textos e contextos e analisando obras da Primeira República, Era Vargas, Ditadura Militar e do Brasil atual.

Roberto Catelli, historiador, professor e autor de materiais didáticos. É colaborador de Ação Educativa.

4. Hip Hop – Educação em movimento
A oficina abordará as linguagens que caracterizam o Hip
Hop, destacando-as como uma das formas de expressão
contemporânea de cultura, arte e ação política. Ao aproximar o Hip Hop do universo da educação, a oficina propõe um percurso investigativo que visa a apresentar como se articulam aspectos tais como relações raciais, práticas de leitura, escrita e oralidade e questões de juventude.

Ana Lúcia Silva e Souza, socióloga, doutoranda em Linguística Aplicada - Unicamp/IEL. Coordenadora do 4º Concurso Negro e Educação
- Ação Educativa/ANPED.

5. Relações de gênero no processo educativo
A partir de dinâmicas, leitura de textos e exibição de vídeos, serão apresentadas e discutidas as formas como, no processo educativo, são reforçados determinados estereótipos de gênero. Na seqüência, serão construídas diretrizes e estratégias que possam orientar práticas que permitam uma abordagem sistemática e progressista sobre o assunto.

Raquel Souza, pedagoga, mestranda em Educação na FEUSP,assessora do Programa de Juventude da Ação Educativa.

6. Teatro do Oprimido
A oficina pretende mostrar técnicas do Teatro do
Oprimido, buscando transformar o espectador, de ser
passivo em protagonista da ação dramática e, através
dessa transformação, ajudá-lo a preparar ações reais que o
conduzam à própria libertação.

Marco Brandão, arte-educador, ator, diretor e dramaturgo e Lucio Brandão, ator e arte-educador.

7. Literatura Periférica
Apresentando trabalhos e possibilidades semeadas no encanto e na responsabilidade da palavra escrita, que passeia sangrada e serelepe pelas páginas periféricas e consegue um ninho diferente dos que acolhem suas irmãs gêmeas que são a palavra falada, cantada e versada, a Oficina de Literatura Periférica objetiva estimular a
produção não apenas de arte literária, mas mesmo de obras que possam ser editadas de forma simples e criativa nas salas de aula.

Alan S. da Rosa, graduado em História pela USP, educador e escritor. Autor de “Vão” (Edições Toró, 2005) entre outros.

8. Retratando os movimentos
A linguagem fotográfica como um meio de expressão pode estar ao alcance de todos e não apenas daqueles que produzem a notícia, os donos dos meios de comunicação. Ter acesso a um aparelho que produza imagens é básico, mas o importante mesmo é quem está por atrás da câmera e o que quer transformar em notícia.

Vera Jursys, fotógrafa profi ssional, graduada em Ciências Sociais pela PUCSP e mestranda em Comunicação e Semiótica na mesma Universidade.

9. Plurilingüismo e ensino de língua: é possível?
Os processos de escolarização estão normalmente apoiados em uma concepção de língua falada e escrita uniforme que pressupõe que todos falem com uma pronúncia “ideal” e escrevam da mesma forma, sem “erros” ortográficos. Essa oficina pretende discutir práticas pedagógicas que enfoquem o plurilingüismo, dando “voz” aos sujeitos e as diversas formas de falar e escrever. Por essa razão, um enfoque especial será dado à concepção de “erro” como uma construção social e ao preconceito lingüístico.

Clécio Bunzen, professor de Língua Portuguesa, formador de educadores e doutorando na área de Lingüística aplicada da Unicamp/IEL.

10. A Temática Indígena na sala de aula
O Brasil é um país pluriétnico. Aqui vivem 220 povos,
falando cerca de 180 línguas distintas. Nossa historiografia os ignora. Nossos livros didáticos trazem imagens ultrapassadas e incompletas. Nesta oficina, vamos discutir e trabalhar formas de levar para dentro da sala de aula a temática e a problemática atual dos povos indígenas, assim como a diversidade desses povos e a pluralidade cultural no Brasil.

Luiz Donizete Grupioni, antropólogo, com mestrado na USP e pesquisador do Instituto de Pesquisa e Formação em Educação Indígena – Iepé.

 


Música
O cantor e compositor Paulo Branco apresentará composições próprias de seu mais novo CD “Nada é Perfeito”, além de canções de seu repertório numa apresentação acústica acompanhado pelo destacado violonista Dica L Marques.
Dia 12 de Julho, 19h30

 

 


 

Teatro
Na quinta-feira, as peças em cartaz nos teatros da vizinhança (Aliança Francesa, Anchieta e TUSP entre outros) estarão com preços promocionais para os participantes inscritos no IX Seminário de EJA.
Dia 13 de Julho, 20h e 21h

 

 

 

Festa
No encerramento do evento, acontecerá uma festa animada por DJs da Nova Geração. O Bar do NEXT, um dos espaços alternativos mais badalados da Cidade, acolherá a balada da Ação Educativa.
Dia 14, a partir das 21h
Rua Rego Freitas, 454